Em destaque elas, as camas!

Olá!

Tomara que tudo esteja bem por ai!

Deixa eu contar uma coisa para vocês. Depois da Oficininha, meu quarto é o lugar mais frequentado da casa. O computador fica aqui, a Tv fica aqui (não tenho TV na sala, não gosto!). Aqui no quarto tem até uma espécie de filial da Oficininha, uma mesa que uso pra cortar, recortar, colar, riscar, pintar e bordar.  Acho até que, depois que criei este blog tenho ficado mais aqui que na Oficininha. Vixi, será? Preciso reorganizar minha rotina.

Então! O papo decoração de hoje tem muito a ver com grande parte das horas dos meus dias, e das minhas noites, que passo aqui nesse quarto. Tenho que confessar que dessa vez radicalizei. Os dormitórios/cantos das camas que selecionei para este post não tem nada de convencional. Vocês vão encontrar muita cor, adereços de todos os etilos, muitas almofadas, quadros, quadrinhos, cartazes, fotos… de tudo um muito. Minimalismo nem pensar 🙂

Tomara que vocês se divirtam e se inspirem.

Um BOM DIA PARA TODOS!

Abraços!

Vó Neusa

Clicando nas fotos vocês serão direcionados o Pinterest e de lá às postagens originais das fotos.

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Geladeiras, mais uma vez!!!!

Olá!

Hoje o post é rápido, mas banaca.

Outro dia mostrei  aqui umas geladeiras adesivadas bem bacanas, coloridas, cheias de “atitude”. O bom da Internet é que, quando a gente sabe selecionar, aparecem coisas bem interessantes. Então, poucos dias depois vi outras geladeiras também bastante criativas e o mais curioso é que a Michele do Blog  Minha Casa Container descobriu que trata-se de “imãs de geladeira” .

Estas são só uma pequena amostra dessa curiosa forma de costumizar geladeiras, se você quiser, clique aqui para ver outros modelos de imãs e saber mais sobre o assunto.

Que seja um BOM DIA PARA TODOS

Abraços

Vó Neusa

Depoimento: Universidade Pública é pra todos

Olá!

Tomara que tudo esteja bem por ai!!!

Este post é dedicado aos meus amigos pais e seus filhos alunos de escolas públicas. Quero ver cada vez mais esses meninos e meninas das camada populares ocupando espaços que são seus por direito. Mas tenho certeza que esse depoimento pode interessar também a muitos que, apesar de terem melhores condições de vida e, portanto, mais oportunidades, se encontram acomodados e sem vontade de ir à luta.

O texto abaixo foi escrito por uma ex-aluna minha. Na verdade eu nem lembro dela como minha aluna, isso aconteceu quando ela estava na 5ª série. Nós nos reencontramos através do santo facebook e esse foi um dos reencontros que gostei que tenha acontecido. Encontrei uma jovem cheia de atitude, inquieta e sensível. Estou sempre aprendendo coisas novas com ela.

Nesse início de 2014, aproveitando que a Paôla estava de férias por aqui e pedi a ela duas coisas: Que escrevesse um texto sobre sua experiência de garota oriunda de escola pública que conseguiu passar na concorrida FUVEST e, também, que fosse contar pessoalmente essa histórias para alunos de uma escola, também pública, da periferia de Piracicaba. Vou mostrar aqui alguns detalhes dessas experiências.

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Essa é a Paôla Mira, garota do bem.

Para começar o depoimento da Paôla sobe sua chegada ao curso de Odontologia da USP de Ribeirão Preto.

Quando fiquei sabendo, via e-mail, sobre minha aprovação na USP eu duvidei. “Que vírus estranho”. Até que eu tive a ideia de entrar no sistema e verificar.

Bom, receber essa notícia já em março em apenas 6 palavras (você-foi-aprovado-para-a-quinta-chamada) foi como receber uma resposta do papai Noel para a carta que você já não acreditava mais que iria ser lida, como ouvir o padre dizer “Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe”, depois de uma missa de 3h.

Com isso quero dizer que foi a melhor sensação do mundo (orgasmo perde feio para a sensação de ser sido aprovada em uma universidade pública – considerada a melhor da América Latina- no curso que você sonhou fazer desde os 6 anos de idade e depois de ter estudado tudo o que você foi capaz – o que você descobre que não foi muito, depois que você entra na faculdade)

“Mãe! Eu passei na USP!” – Foi só o que eu consegui dizer.

A notícia voou. Muita gente, muita gente mesmo esperava comigo pela minha aprovação em algum vestibular desde que eu meti a cara e resolvi que entraria na faculdade com 17 anos, depois de uma vida inteira estudando na escola pública.  Bom, quando digo que meti a cara significa que passei a estudar em período duplo integral. E com período duplo integral quero dizer que de manhã eu cursava o terceiro colegial, três dias por semana à tarde eu frequentava o Projeto de Iniciação Científica Jr na FOP/UNICAMP (programa destinado a alunos de escola pública do qual participei por dois anos e desenvolvi duas pesquisas sob orientação na área de endodontia), uma tarde por semana estudava com um professor da minha escola que se prontificou a me ensinar física, e todos os dias a noite fazia o cursinho público de Piracicaba (da prefeitura).

Paôla com crianças de dentinho

Aqui quando participou do Projeto de Iniciação Científica, popularmente conhecido como PIC Jr., na Faculdade de odontologia de Piracicaba- UNICAMP, EM 2012
Sobre o projeto clique aqui

 Como dizem… Coisas que só se faz quando se tem 17 anos.  Aí você pode pensar: nossa, ela se sacrificou! E eu digo: NÃO. Isso não foi sacrifício. Abrir mão de algumas coisas para poder me focar nos planos que eu tinha traçado para mim foi, sobretudo, deixar o caminho mais plano, para que eu pudesse percorrê-lo sem me cansar. (Levando em consideração que sou uma aluna bem medíocre, digo, não possuo nenhuma inteligência extraordinária, nem memória fotográfica, nem uma massa encefálica maior que o comum, mas possuo força de vontade, que, dessa forma, é fundamental).

Mas voltando… A notícia chegou num sábado. Meus pais me apoiaram. E na terça-feira lá estava eu em Ribeirão Preto, cidade do Chopp e do calor, fazendo minha matrícula na Faculdade de Odontologia. Outra sensação inexplicável assinar aqueles papéis. Parecia que eu iria errar meu nome e eles não teriam outra folha e eu perderia a vaga. Paranoia total, porque foi tudo muito simples.

Ah, não posso deixar de contar que, antes de ser aprovada na USP, eu ganhei bolsa integral (100%) numa particular pelo PROUNI. Acontece que a burocracia foi imensa, tive que ter papel autenticado declarando tudo o que eu tinha e o que eu não tinha. “Você não tem sete carros? Então faça uma declaração autenticada dizendo isso”. Aos 45 do segundo tempo consegui, e passei um mês na faculdade particular, e tirando a parte chata da matrícula, foi muito legal. Sobretudo, porque conheci três pessoas muito especiais que ficarão pra sempre no meu coração.

Bom, quando cheguei a Ribeirão fui até a assistente social à procura de alguma lista de repúblicas, apartamentos de pessoas que queriam dividir um canto. Mas a assistente me disse que eu poderia ficar na moradia do campus na categoria de “moradia emergencial”, e teria um mês para arrumar um lugar para morar. Na sexta me mudei, e confesso que me senti vulnerável quando meu pai entrou no carro, por isso eu pedi: “Vai embora logo, pai”. Chorei por dois minutos e comecei a arrumar o meu quarto. Comigo mora a melhor dividenda de quarto do mundo! Sim. Quando consegui a moradia permanente eu não tinha dúvidas de que queria ficar lá com ela. Por isso nem pensei em ir para as outras moradias com quartos individuais. Essa decisão foi feita por dois motivos: 1) Tive a sorte de dividir o quarto com alguém incrível; 2) Eu já estava sozinha numa cidade desconhecida, com pessoas desconhecidas, porquê diabos eu iria querer morar sozinha?

Paôla sau da odonto

Paôla participando de um Sarau da odonto. Além de odontologia ela se interessa por música, poesia. arte e muitas outras coisa…

Agora, preciso dizer uma coisa IMPORTANTE. Se você tem o sonho de estudar, mas tem medo de passar em alguma cidade longe e não ter dinheiro para se manter escute uma coisa: Pelo amor de todos os deuses e por amor próprio principalmente: não vá escolher Administração ou Agronomia só porque fica na sua cidade!!!! É sério, se você entrar em uma universidade pública, sem um puto no bolso, você não vai passar fome e nem dormir embaixo da ponte. Os programas das Universidades públicas para alunos socioeconomicamente mais necessitados são legais. Além de bolsa moradia e alimentação, eu tenho bolsa Tutoria Científico-acadêmica que, seguindo o padrão de bolsas USP, é de 400 reais. E dá pra viver! (inclusive, para os que gostam, fiquem tranquilos… quando você faz faculdade descobre que é possível 600ml de cerveja custarem 2 reais).

Ah, e tem mais, há outras bolsas – que não recebo, mas existe- como Ensinar com Pesquisa, Aprendendo com Cultura e Extensão, FAPESP e PIBIC (no caso de Iniciação Científica), e tem uma bolsa chamada Eduardo Parnadés que oferece um salário mínimo para estudantes que comprovem necessidade. Ou seja, você vai conseguir se manter na faculdade, confie em mim. (Não posso esconder o fato de que, se você escolher odontologia, tem de estar preparado para pagar o material, que é muito caro. Mas, pra tudo se dá um jeito).

Bom, acho que em resumo bem resumido, é isso. Eu poderia escrever por horas e horas sobre as inúmeras coisas que aconteceram em apenas um ano. Mas acho que dizer que foi um ano maravilhoso e que eu não me arrependi nem por um milésimo de segundo por ter corrido atrás, mudado de cidade, e tudo o mais já é suficiente para me dar o direito de dizer uma frase que uma professora do cursinho sempre dizia: “Passar no vestibular é questão de bunda… sentar a bunda na cadeira e estudar”. Mesmo achando que o vestibular tem muito o que melhorar em sua forma de avaliar (isso são outros quinhentos), digo a você que está na prestes a ser aprovado (seja agora ou algum dia) e principalmente para os alunos de escola pública: Força na bunda, e vamos lá! 

Paôla Mira / Fevereiro de 2014

Por causa dessa história, propus ao meu amigo de Professor Moisés Bortoletto que apresentasse a Paôla aos seus alunos. São jovens da periferia de Piracicaba, a maioria nem pensa pensava em fazer curso superior e menos ainda em cursar uma Universidade Pública. Sem falar que muitos nem sabiam o que significa a Universidade ser PÚBLICA e as oportunidades que elas oferecem. Foi disso que pedimos para a Paôla falar com as meninas e os meninos. O encontro foi bem bacana.

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Moçada atenta…

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Conhecendo e sendo estimulados a buscar novas alternativas de vida

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Ela é a primeira de uma família bastante grande a estudar numa Universidade Pública. Não é à toa que a mãe, ela nos contou, fala disso em qualquer situação. Vai comprar pão e diz “minha filhas estuda na USP”, vai no açougue e diz “minha filha estuda na USP”…

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Professor Moisés, sempre determinado a ampliar os horizontes dos seus alunos, mesmo diante de todas as dificuldades enfrentadas pelo Ensino Público Paulista.

Parabéns e, ao mesmo tempo, gratidão à Paôla, ao Mosés e aos alunos que embarcaram na proposta. Alimenta o coração ver essas coisas acontecendo. Só quem convive de perto e se importa com esses jovens sabe o quanto um simples papo desse pode ser importante para eles.

Que este seja um BOM DIA PARA TODOS!!!

Abraços!

Vó Neusa

Um jeito de (re)fazer roupas, que tal tentar?

Olá!

Tudo bem por ai? Tomara que sim!!!

Eu gosto muito de fazer roupas. É uma das coisas que mais gosto de fazer. Desde muito cedo comecei a fazer minhas próprias roupas. Venho de uma família de costureiras, minha mãe e algumas tias da minha mãe criaram os filhos “costurando pra fora”, como se diz (ou dizia, não sei!!!), junte-se a isso o fato de que a grana sempre foi muito curta. Então, já que não podia comprar comecei a fazer minhas próprias roupas, muitas vezes reaproveitando roupas usadas  que ganhava de alguma parente ou amiga da família. Acho que nunca vivi numa casa que não tivesse uma máquina de costura.

Mas, antes de continuar esse papo, vejam algumas peças que fiz nos últimos tempos. Depois vou contar um segredo para vocês…

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Camisa que fiz pro ex-marido

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Uma das várias blusas desse modelo que fiz para a minha nora

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Camisa para um amigo da filha que virou meu amigo também

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Camisa de lá que fiz para um amigo de longa data. Ele é grande pra caramba!!!!

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Tanto a camisa ali de cima, como esta calça, fiz, como disse, para um amigo que, além de meu amigo, é um dos maiores músicos desse país… Maior orgulho!!!!

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Outra camisa que fiz pro ex-marido. É, eu me dou bem com o ex, sou das que acredita que quando se tem filhos o casamento pode terminar, mas a parceria é pra sempre.

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Essa? Fiz pra mim…

Sabem  como foi que conseguir fazer essas roupas?

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Viram o estado do coitado do short?

Desmanchando roupas que ficaram velhas mas que eram muito queridas… Camisas, calças, camisetas com caimento bacana… que vestiam bem os donos 🙂

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Velhinho porém honesto útil

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Depois de desmanchar costura por costura… uso as partes para fazer um molde no papel…

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Dai  é repassar para o tecido escolhido para a nova roupa…

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Cortar e costurar tudo com carinho e muito cuidado… e…tcham-tcham-tcham!!!!!

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Serviram direitinho… meu amigo gostou.. e eu fiquei Feliz da vida

E temos roupas novas… com a nossa cara, do jeito que gostamos sem grandes gastos.

Foi assim que comecei a fazer minhas próprias roupas. Hoje, depois de fazer curso de corte e costura, sei fazer alguns moldes (mas isso é papo para outro post) mesmo assim, como vocês podem ver, continuo a usar esse método para fazer roupas para mim, para os amigos e os clientes-amigos. Muita gente tem roupa que adora e que morre de dó de não poder usar mais de tão velhinha que está … Gente que não está ligado nessa coisa de marca famosa, mas sim no conforto e prazer de ter uma roupa com a qual se sente bem e feliz. E tem ainda gente que nem eu que costuma ter várias peças do mesmo modelo, variando as estampas e alguns detalhes (mais um assunto para ou outro post).

Você já fez suas própria roupa?  Fez para alguém querido? Vai tentar?

Tomara que vocês tenham gostado da ideia.

Ah! Deixa eu contar uma coisa. Sabe aquele short azul ali de cima? O estampado com flores brancas que desmanchei e usei para fazer o moldes dos novos shorts do meu amigo? Pois é… vou ter dar um jeito de remontar o danado… de tão amado que ele é… vai continuar a ser usado nem que seja só pra dormir… dá pra acreditar? hehehehe

Que seja um BOM DIA PARA TODOS!!!

Abraços

Vó Neusa

Eu vejo flores com vocês

Olá!

Vou acrescentar um novo detalhe a esse post…   Indicar um Rock nacional para servir de trilha enquanto vocês curtem as flores… Como não suporto blog que quando a gente entra já sai tocando musíca, aqui só vai ouvir quem quiser 🙂

Espero que as flores de hoje nos inspirem a vibrar por um mundo melhor, menos desigual e opressor.

Abraços

Vó Neusa

Banheiros parte 2 – algumas histórias!

Olá!

Ontem eu publiquei um post sobre decoração de banheiros… Enquanto selecionava as imagens e escrevia sobre elas eu ia pensando: Quando e como isso tudo começou? Vocês já pensaram sobre isso? Às vezes isso acontece com vocês? Pensar em como as coisas começaram a existir? Como as coisas que a gente gosta começaram a ser feitas e gostadas? Será que acontece comigo porque eu fiz o corso de história? Ou eu fui fazer o curso de história porque tenho a mania de querer saber como tudo começou? Sei não!!!!!

Mas, voltando aos banheiros, enquanto escrevia o post comecei a pesquisar algumas histórias sobre esse comodo da casa. E eis que surgiu a ideia do post de hoje. Não se trata de nenhum estudo aprofundado. É quase uma brincadeira sobre o tema. Fico sempre na torcida de que vocês se sintam provocados pelas pequenas histórias que conto aqui… Então vamos la!!!!

– Acredita-se que desde a mais remota existência das civilizações existiram hábitos ligados ao ato de se banhar, no antigo Egito acreditava-se que a água além de limpar o corpo purificava a alma (tanto a realeza como a camada mais baixa da população, considerava como rituais sagrados e realizados ao menos três vezes ao dia o banho). Foram encontrados, inclusive, banheiros dentro das pirâmides.

-Na Grécia da Antiguidade se destacaram os banhos públicos, o banho não era motivado apenas pela higiene e espiritualidade. Nos banhos públicos gregos aconteciam reuniões, encontros, conversas e acordos que impulsionavam tanto a política como as artes e as ciências.

– Os romanos, herdeiros da cultura grega, enquanto ampliavam os domínios de seu império levavam junto o hábito de construir balneários públicos, grandiosos e imponentes, para fazer jus ao poder dos Império sobre os territórios conquistados. Esses edifícios, cujos nomes homenageavam imperadores, tinham capacidade para receber até 3200 pessoas.

“Ilustração didática reconstituindo a Thermae romana: Os grandes Thermae romanos ofereciam, além do ritual do banho, outras atividades como alimentação, venda de perfumes, bibliotecas e salas de leitura, performances teatrais e musicais. Na Palaestra, um espaço para exercícios e competições esportivas, (corridas, levantamento de peso leve e lutas).”
Texto e imagem daqui

-É muito provável que os banhos públicos e a liberdade dos romanos de ficarem nus em público passou a ser duramente combatida a partir do fortalecimento do cristianismo. A partir de então e durante a Idade Média, no mundo ocidental, passamos do ato prazeroso de até três banhos diários para a crença de que poucos banhos por ano eram suficiente. Eis passamos a usar cada vez mais maquiagem e perfumes.

Para se ter uma ideia de como os banhos, na verdade os hábitos de higiene ficaram fora de moda, o Palácio de Versalhes, construindo em pleno século XVII, originalmente não tinha banheiros.
Imagem daqui

Acho importante lembrar que, durante a chamada Idade Média do mundo ocidental,  no mundo árabe os hábitos de higiene incluindo os banhos públicos não foram afetados pelo discurso cristão de que os banhos poderiam causar doenças.

Encontrei esse vídeo sobre os banhos públicos árabes. Achei interessante.

Estou falando dos banhos e fugindo de lembrar do descarte das necessidades fisiológicas. Apesar de existirem informações sobre a existência de vasos sanitários desde o século XVI, a verdade é que durante a maior parte da história da humanidade tivemos que conviver com o descarte público dos  nossos cocôs e xixis, até a segunda metade do século XX ainda era comum o uso de penicos cujos conteúdos, durante muito tempo, eram atirados nas ruas, pelas janelas das casas.

O penico, que é bem mais antigo do que o vaso sanitário, foi criado para as mulheres, embora fosse utilizado por homens também. Dizem, por sinal, que o penico chegou a ser usado inclusive durante as missas realizadas no século 17 por um famoso padre francês, pois seus sermões, de tão demorados, faziam com que as mulheres disfarçadamente se utilizassem do valioso objeto.
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Mas os vasos sanitários também não são novidade… Existem relatos sobre os vasos sanitários existirem há mais de quatro mil anos, mas o conceito moderno desse utensílio tão indispensável ao bem-estar surgiu apenas no final do século 16. O responsável pela criação semelhante à que conhecemos hoje foi o poeta inglês John Harrington, afilhado da Rainha Elizabeth I, no ano de 1596. Os vasos sanitários modernos, como conhecemos atualmente, passaram a ser utilizados largamente no fim do século 19 e início do século 20. O que diferenciava esses vasos dos anteriores era a utilização do sifão. O sifão passou a ser utilizado porque se evitava que os odores entrassem na habitação. Mas a principal função do sifão é drenar o vaso, e a gravidade conduz a água para dentro de um tanque séptico ou um cano de esgoto.

“No Brasil durante muito tempo o banheiro foi construído do lado de fora da casa e em muitas residências os detritos dos penicos eram despejados em tonéis, os chamados tigres, que eram levados aos rios próximos; isso se modifica com a chegada de sistemas hidráulicos nas casas da cidade e também com o fim da escravidão.”
Texto e imagem via

Daqui pra frente é com vocês… Conferir e/ou saber mais… Quem quiser que conte outra!!!   🙂

Que este seja um BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!!!

Abraços

Vó Neusa

Banheiros, mas não qualquer banheiro!

Olá!

Tudo bem por ai? Tomara que sim!!!

Quando pensei em mostrar alguns banheiros aqui neste post, dedicado à decoração, percebi que talvez esse seja um dos painéis com menos fotos no Pinterest do Oficininha da Vó Neusa. Fui fazer novas pesquisas na Internet e entendi porque ainda não lotei o painel “banheiros”.  Eu não me identifico com quase nada que encontro por ai. Vejam bem, não estou dizendo que não tem coisa bacana, estou dizendo que EU NÃO ME IDENTIFICO.  Escolher esses foi um exercício que ajudou a preencher noites de insônia, mas consegui fazer uma seleção que me agradou e que eu espero agrade a vocês também.

Pra variar nada de “planejados”. Achei que os mais estilosos são os juntam diferentes estilos.

Para mim o que esses banheiros tem em comum é a possibilidade existirem a partir de coisas muito simples. Dá para perceber que é perfeitamente possível que alguém dura como eu e que, inclusive, mora em imóvel alugado, pode ter um banheiro bacana. Pequenos objetos de decoração, um jeito diferente de pendurar as toalhas ou de guardar as escovas de dente, um quadrinho na parede e conseguimos fazer com que o carinho pela nossa humilde residência casa esteja por todos os cantos. Eu acredito piamente que cuidar da nossa casa é uma das melhores formas de nos fazermos carinho. Eu, por exemplo, recebo muito pouco, quase não tenho visitas, mas mesmo assim estou sempre inventando algo para enfeitar o que chamo de meu castelo. Deixar a casa mais bonita é uma forma de me deixar mais feliz, em paz comigo mesma.

Prestem atenção em como os espelhos podem fazer a diferença na decoração desses ambientes. Espelhos novos, velhos, grandes, pequenos, grande e pequenos juntos e misturados… Outra coisa que ajuda a marcar o estilo de muitos deles é a presença de plantas. Eu achei incrível pois é uma opção barata e que dá um resultado muito bacana. Apesar de ter um quintal com muitas plantas ainda não coloquei nenhuma no meu pequeno banheiro. Aliás já tentei violetas, mas as violetas e eu não nos damos muito bem. Vou tentar descobrir outro tipo que se adeque. Depois conto aqui se deu certo.

Uma coisa que me chama atenção é o fato de muitos banheiros da “gringa” usarem cortinas. Não sou especialista em decoração e, muito menos, em viagens ao exterior. Alguém ai sabe me dizer se essa história de box blindex é uma coisa só de brasileiro?

Prestaram atenção na lixeira desse ai de cima? Nada mais comum do que usarmos as sacolinhas de supermercado para forrar o lixinho do banheiro. Apesar de alguns ecologistas pregarem o uso do jornal… Mas eu não compro jornal 🙂

Em termo de cores, as mais fortes merecem destaque. Adorei o azulão e os amarelões. Mas dá para ver que o branco pode funcionar muito bem, dando a sensação de amplitude, clareando o ambiente.

Alguém consegue me dizer o que está escrito no cartaz desse banheiro ai de cima?

Como vocês devem ter notado, adoro decoração com “tudo junto e misturado”, gosto de um certo ar de muvuca. Espaços organizados demais me passam uma sensação de frieza, dá a impressão de que não posso relaxar para não correr o risco de quebrar ou desorganizar algo. 

Espero, mais uma vez, que vocês tenham gostado desses banheiros e que, quem sabe, consigam tirar alguma ideia para dar uma renovada nos banheiros ai das casas de vocês.

Antes de me despedir a dica de sempre: Clicando nas fotos vocês serão direcionados ao Pintest do Oficininha e de lá os locais onde as fotos foram originalmente postas. Com sempre, sou grata a esse povo que se dispõe a nos mostrar coisas bacanas. Merecem crédito e por isso gosto tanto do Pinterest, ele preserva as fontes.

Desejo que este seja um BOM DIA PARA TODOS!!!!

Abraços

Vó Neusa

Que tal fazer quadrinhos com molduras de crochê?

Olá!

Hoje é dia de PAP =  Passo a Passo .

Escolhi uma ideia com uma mistura não muito comum: papel e crochê. Tomara que vocês gostem! Além de torcer para que vocês gostem, tenho muita esperança de que logo logo alguém vai me enviar fotos  de alguma coisa que fez depois de ter visto a ideia aqui no blog. Vai ser a glória!!!

Neste caso foi utilizado um cartão de natal antigo, mas podemos imaginar isso com postais, fotografias, etc… Podem aproveitar desenhos que que vocês ou as crianças da família venham a fazer.

Esta ideia eu encontrei no blog  Dutch Sisters  mantido por duas irmãs holandesas. Para visitar o blog e acompanhar o PAP completo clique aqui . Garanto que o tradutor do Google Chrome nos permite compreender direitinho as explicações para a execução do trabalho.

Mas…Quem não tem muita intimidade com o crochê pode achar o PAP das irmãs incompleto. A dica que eu dou é que vocês vejam/revejam os vídeos que postei quando escrevi sobre os biquinhos de crochê que fiz numa toalha de mesa. O princípio é o mesmo e, com um pouco de atenção, mesmo quem nunca fez crochê vai conseguir fazer esses biquinhos. Para rever o post e ver os vídeos clique aqui .

Mais alguns cartões que foram crochetados

De crochê eu ainda não fiz, mas adaptei a ideia e utilizei “bordado inglês” numas montagens com fotos dos meus netinhos. Fiz para para presentear a família em 2013.

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Neste caso, usei caixas de papelão, daquelas que a gente pega no supermercado, e recortei pedaços nos tamanhos das fotos. Dai foi só usar cola branca para unir as  fotos, o “bordado inglês” (que nesse caso de inglês não tem nada ) e as fitas que serviram de alças para pendurar as montagens.

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Gostaram? Tomara que sim!

Comentem aqui no blog, digam o que estão achando das ideias/propostas. Animem-se a aproveitar os tutorias para fazer presentes para vocês mesmos, para amigos e familiares.

Que seja um BOM DIA PARA TODOS!!!

Abraços

Vó Neusa

Papo de Vó: Recordar é fazer 2

Olá!

Na segunda-feira passada escrevi aqui sobre minhas lembranças de criança sendo inciada no fazer artesanato. Mostrei a toalha de mesa que fiz tentando reencontrar técnicas que ficaram perdidas naquela infância distante. E não é que relembrar aqueles tempos rendou mais uma cria.

Dessa vez me aproveite desse tutorial que encontrei no Youtube

Ele ensina fazer o Ponto Ajour.  Ajour em francês significa claridade, deixar passar a luz. Como esse tipo de bordado cria desenhos com abertura no tecido acabou recebendo o nome de “bordado ajour”. Legal né!!!!!!

Existem muitas possibilidades de trabalhos com essa técnica.

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Via

Me lembro de ter feito diferentes barrados em toalhinhas naqueles fins de tardes dedicados ao artesanato. Resolvi, mais uma vez, colocar a mão na massa e materializar minhas recordações.

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Um ponto bem simples, mas bem simpático

Nesse caso era preciso um tecido que fosse fácil de puxar o fio, em meio ao meu exagerado estoque de tecidos (clique aqui para ver alguns deles) encontrei um retalho de linho e fiquei imaginando o que poderia fazer com ele. 

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Ficou delicado

Já que o tecido é bem molinho, decidi que ficaria bacana numa sainha simples, com elástico na cintura e a barra em Ponto Ajour…

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Claro que gostei do resultado e a filha, que ganhou a saia de presente, também!!!!

Escrever esse blog está sendo muito legal. Estou com um monte de ideias na cabeça… e, ainda bem, aos poucos colocando muitas delas em prática. Oura coisa muito legal que está sendo consequência do blog é a descoberta na Internet de muitos tutoriais bacanas. Já escrevi sobre isso aqui no blog, mas não me canso de repetir: aquece o coração ver, nesse mundo do “cada um por si”, gente que se dispõe a compartilhar o que sabe com quem quer aprender. Alguns dirão: mas esse é só uma forma de divulgar o trabalho! Primeiro, muitos não estão divulgando nada além das técnicas. Além disso, mesmo que seja pra divulgar algo que se queira vender, continua sendo bacana que em vez de apenas falar de seus “produtos” a pessoa também estimule o “faça você mesmo”. Gratidão!!!!

Alguém de vocês já fez alguma coisa bacana seguindo tutorial na Internet? Conta pra gente o que foi e como foi!

Que seja UMA BOA SEMANA PARA TODOS!!!!

Abraços

Vó Neusa

Quem disse que uma andorinha só não faz verão?

Olá!

Porque hoje é domingo, vamos de plantas!!!

Hoje selecionei alguns vasinhos que, sozinhos, dão ou dariam conta de enfeitar os cantos onde fossem colocados.  Em tempos de moradas cada vez menores,  ter num cantinho da casa uma belezura dessa  pode dar ao ambiente um charme todo especial . Vocês concordam?

Tomara que vocês gostem!

Que seja um BOM DOMINGO PARA TODOS!

Abraços

Vó Neusa

Clicando nas fotos você será direcionado ao Pinterest que foi de onde recolhi essas imagens.